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Nota da Pastoral Operária Nacional para o Dia Internacional da Trabalhadora e do Trabalhador

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Nota da Pastoral Operária Nacional para o Dia Internacional da Trabalhadora e do Trabalhador

1º de maio de 2021

 “Deus ama a justiça e o direito” (Salmo 33,5).

Neste 1º de maio, devido a pandemia celebramos com muitas manifestações pelas redes sociais, vencendo o desalento diante do desemprego maciço, e a precariedade e informalidade. Os dados sobre a realidade do mundo do trabalho são preocupantes. Essa situação, somada à crise política e sanitária, faz com que o Brasil esteja em uma situação econômica e social caótica, sem perspectivas de saída a curto prazo. Diante disso, os pobres são os mais vulneráveis, pois lhes faltam além do trabalho, moradia digna, educação e saúde, até mesmo a comida.

É verdade que a pandemia agravou essa realidade. Mas, estaríamos em condições melhores se o governo, sobretudo o presidente, tivesse agido em sintonia com as outras esferas de poder, para reduzir o avanço da covid-19 e suas variantes: com o isolamento social, auxílio emergencial e vacina para todas e todos. É notória a ausência de planejamento e a boa vontade para acelerar a produção e compra de vacinas.

A justiça e o direito, que Deus ama, são condições fundamentais para que todos tenham vida em abundância (cf. Jo 10,10). Aqueles e aquelas que não servem à justiça e ao direito não agem segundo a vontade Deus. Os direitos que o Estado deve garantir, estão sendo negados. Não podemos aceitar que o Estado submeta os direitos da classe trabalhadora aos interesses das grandes corporações internacionais.  Como é imoral e vergonhoso ver um pequeno grupo de empresários ficando mais rico, enquanto os pobres que passam fome só aumentam!

Neste tempo de pandemia, os gestos solidários tem sido alento diante a fome e a miséria. No entanto, e Papa Francisco chama atenção que a solidariedade “é também lutar contra as causas estruturais da pobreza, a desigualdade, a falta de trabalho, a terra e a casa, a negação dos direitos sociais e laborais” (Fratelli Tutti, 116). Portanto, o momento requer união de esforços da classe trabalhadora, organizando-se desde os locais de trabalho, bairros, comunidades, Igrejas e outras realidades para enfrentar, conjuntamente, a ofensiva do capital sobre o trabalho. Isso requer valores éticos, nos quais os interesses coletivos e a defesa da vida sejam prioridade, acima dos interesses pessoais. Em todas as nossas lutas do momento é urgente defender o SUS, a vacina, o auxílio emergencial justo e o trabalho em condições seguras e saudáveis.

Que São José Operário, protetor do povo trabalhador, nos inspire na luta diária por vida e dignidade, e que Deus seja nossa luz e salvação (cf. Sl 27,1).

Viva a classe trabalhadora!

Pastoral Operária Nacional

1 COMENTÁRIO

  1. Verdade. A mensagem é realmente o que estamos vivendo e convivendo nestes dias atuais, Mister se faz preciso lutar com todas as nossas forças trabalhadores e trabalhadoras para que possamos reverter está situação caótica que vivemos.

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