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Pastoral Operária discute o impacto das dívidas sociais no trabalho

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Por meio de um seminário realizado de modo virtual nos dias 18 e 19 de fevereiro, a Pastoral Operária Nacional, num projeto em parceria com a Rede Jubileu Sul América e Rede Jubileu Sul Brasil, com apoio da União Europeia, discutiu o impacto das Dívidas Sociais no Mundo do Trabalho.

O primeiro dia, foi assessorado por Thomáz Jensen, assessor técnico do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e Talita Guimarães, economista e assessora do Sefras (Serviço Franciscano de Solidariedade) que contribuíram na Análise de Conjuntura.

No segundo dia, realizou-se oficinas com os temas: Dividas Sociais, Privatizações e Precarização do Trabalho. Com assessorias da economista Dirlene Maria, a comunicadora social Rita de Cassia e o cientista social Renato Maia.

Entre os principais assuntos discutidos, destacou o desafio do Brasil frente ao domínio do capital cada vez maior,

“são as vinte mil famílias que controlam os rumos da economia no Brasil e interditam o debate público a respeito desde a implantação do Plano Real, quando a dívida pública passou a crescer até atingir o patamar atual, de R$ 5,5 trilhões”, disse Thomaz.

Diante disso, enfatizou o impacto da dívida no mundo do trabalho.  O preço da dívida é muito caro para os trabalhadores e das trabalhadoras, que pagam com a limitação dos direitos e exploração da força de trabalho. Segundo Thomaz,

para efeito de comparação, tomemos os R$ 351 bilhões para pagamento de juros da dívida. O valor destinado ao Ministério da Saúde é de R$ 146 bilhões (41% do que se prevê gastar com juros); ao Ministério da Educação, são R$ 126 bilhões (35% do gasto com juros).

Por ouro lado, a pasta do trabalho consome apenas 2,15% do orçamento da União, para incentivar a criação de novos empregos.

Deste modo, “o que está colocado é a luta contra o capital”, afirmou Dirlene Trindade e complementou que a abordagem do “tema das dívidas sociais podem ajudar a desconstruir as ideias de destruição das políticas públicas”, defendidas pela ideia de um “estado mínimo”, de que “o público é ruim e o privado que é bom”. Promove o sucateamento dos serviços públicos enquanto encharcam os bancos e grandes cooperações empresariais de recursos públicos.

O tema segue na pauta da Pastoral Operária, como organização membro da Rede Jubileu Sul Brasil. O seminário foi continuidade da Live realizada em dezembro de 2021, sobre o contexto do trabalho no Brasil e América Latina. E dará seguimento com uma cartilha de Rodas de Conversa que será realizada nas bases durante o ano 2022, que pretende discutir e sistematizar os impactos das dívidas sociais nas comunidades as quais a PO está inserida.

Mais informações sobre o tema: 

Live sobre Dívidas Sociais e Trabalho na América Latina e Caribe, em 03/12/2021. 

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Orçamento e Dívida:

Orçamento e dívida | Luzeiro (wordpress.com) 

A política de privatização de empresas estatais

https://youtu.be/ysIKzrpTAOo

Processo de privatização: desinvestimento ou desmonte?

https://www.youtube.com/watch?v=MUuWX0i-0kE

O que significa privatizar a Eletrobras e o saneamento básico?

https://youtu.be/1L6C_Bqw23Y

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