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Trabalhadores de braços cruzados – greve na CSN

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Foto: reprodução/redes sociais

Trabalhadores da maior siderúrgica do país, a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), organizados no movimento independente, sem articulação ou qualquer orientação sindical, decidiram cruzar os braços no “movimento paradista”. O movimento contemplou muito setores da fábrica, em especial os setores de manutenção e mecânica, no entanto, áreas importantes ligadas à produção tiveram poucas adesões à greve.

Com uma direção de sindicato desgastada e desacreditada por grande parte dos metalúrgicos, o movimento independente ganhou força diante da indiferença da empresa para com o operariado em reconhecer que são eles os responsáveis direto pelos bons resultados angariados recentemente.

A CSN obteve em 2021, segundo fala do seu próprio dono/presidente, Benjamin Steinbruch, a investidores, os melhores resultados e lucros de sua história. Porém, diminui a cada ano a PLR e se nega a dar reposição salarial aos trabalhadores da siderúrgica. Com isso, uma parcela significativa de operários que tem uma base salarial girando em torno de R$ 1.900 por mês, decidiram se rebelar .

Vale ressaltar que a declaração de “greve” por parte considerável dos metalúrgicos (estima-se que são cerca de 2.000 operários que aderiram, o quadro efetivo atual é de quase 9 mil operários na CSN) sem, inclusive, uma assembleia oficial, não é legal do ponto de vista jurídico. É o sindicato da categoria quem tem o respaldo legal para deflagrar greve, após seguir certos trâmites e obrigações definidos por lei.

A CSN já demitiu as lideranças desse movimento independente, no entanto uma decisão do ministério público do trabalho já definiu ordem de reintegra-los.
Na sexta-feira, 8 de abril, o sindicato dos metalúrgicos trouxe uma proposta da CSN e colocou em votação secreta, onde tivemos:
. 3 votos em branco
. 3 votos nulos
. 39 votos a favor da proposta
. 6.040 votos contra a proposta.

A Diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda, emitiu uma Nota de Apoio aos Trabalhadores da CSN. 

Texto de Nicholas Coutinho, Pastoral Operária de Volta Redonda-RJ.

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