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1º de maio na Diocese de Santo André-SP

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Como acontece desde 1980, este ano foi realizada a tradicional Missa dos trabalhadores e das trabalhadoras, no dia 1º de maio,  presidida pelo Bispo Diocesano de Santo André, Dom Pedro Carlos Cipollini e transmitida ao vivo pelas redes sociais da Diocese de Santo André e pela Rádio Imaculada AM 1490.

Lembrou-se a memória das lutas da classe operária desde os trabalhadores sacrificados em Chicago (1886) até as manifestações dos dias de hoje, sempre  destacando as lutas da região do Grande ABC, com suas grandes greves operárias na década de 1980, que repercutiram em todo Brasil e em vários outros países. Muitas das assembleias metalúrgicas daquele momento foram realizadas na Praça da Igreja Matriz, onde é celebrada a missa todos os anos. Na época,  alguns sindicatos sofreram intervenção e por isto, muitas igrejas da Diocese de SANTO ANDRÉ abriram as portas para que os operários realizassem suas reuniões e assembleias e abrigassem as doações de mantimentos enviadas a eles, para fundo de greve.

Pode ser uma imagem de 4 pessoas, pessoas em pé e ao ar livre
Entrada de Trabalhadores durante a missa. Foto: www.facebook.com/posantoandre

Neste ano, a simbologia dos trabalhadores e trabalhadoras que é inserida na missa foi  preparada  por: Pastoral Operária, Pastoral Afro, Pastoral da Sobriedade, Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), Movimento dos Trabalhadores Cristãos (MTC), Movimento de Fé e Política e CUT ABC. Simbolizando a inserção da Palavra de Deus na vida da classe trabalhadora, a Bíblia entrou na Missa pelas mãos de um jovem negro trabalhador uberizado (entregador por aplicativos).

 Ao final da Missa, na Praça da própria Igreja Matriz,  haverá exposição e vendas de produtos artesanais produzidos por grupos que trabalham no regime de economia solidária, este tipo de trabalho que tem representado uma esperança para milhares de pessoas, diante do quadro de exploração e destruição inerentes ao sistema capitalista.

Texto de Antônia Carrara – PO Santo André-SP

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