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Síntese brasileira para o Sínodo 2023 aponta necessidade de investir na formação e renovação das lideranças comunitárias.

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A secretária executiva do regional Sul 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Sandra  Zambon, esteve em Brasília (DF), de 8 a 12 de agosto, como membro da Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil, que se reuniu com a missão de consolidar a síntese das escutas das igrejas particulares do Brasil para o processo do Sínodo 2023.

“Foi uma grata surpresa o convite para participar desta equipe com tantas pessoas de vários lugares, com vários pensamentos e em diferentes missões. A experiência me permitiu olhar para o grande mosaico que é a Igreja no Brasil. Os relatos mostram muita vida, muitas pessoas que se envolveram. Quanto empenho, quanta vida e vontade de caminhar como discípulos missionários. É um aprendizado que levo para a vida”, disse sobre a experiência.

Ela ficou responsável por coletar, dos relatos, as respostas sobre a existência dos conselhos de pastoral e de administração nas paróquias bem como das assembleias como espaços que promovem a participação na vida eclesial e comunitária. De acordo com ela, os relatos permitiram perceber que há, em muitos lugares, conselhos paroquiais já organizados e caminhando. Contudo, por outro lado os relatos também apontam muitos lugares onde ainda não acontece a participação na vida comunitária conforme seria necessário. “Isto tem a ver com o próprio individualismo de muitos leigos e/ou de pequenos grupos que centralizam o trabalho e que impedem processos mais participativos de todos os fieis”, apontou.

Segundo Sandra, os relatórios fazem um convite à maior participação ativa como pede o Vaticano II. “É um pouco isto que este item provoca à uma maior participação ativa e a descentralização por parte de determinados grupos ou de lideranças que estão à frente dos processos. Foram destacados aspectos muito bonitos desta participação em contrapartida foi apontada a necessidade de envolver mais por meio da escuta, do diálogo e da renovação das lideranças. Aparece forte nos relatos que são as mesmas lideranças à frente dos processos por muito tempo e isto nem sempre é saudável na vida comunitária”, avalia.

Formação e cultivo da espiritualidade

A síntese apontou também, de forma unânime, a necessidade de olhar, reforçar e aprofundar a questão da formação para a vivência da espiritualidade como forma de evitar o ativismo e o intelectualismo nas comunidades.

A secretária executiva do Sul 3 disse que apareceu também como apelos a necessidade de promover o diálogo e a pastoral na linha da Igreja em Saída. “Nos relatos aparece muito a expressão ir ao encontro sobretudo das famílias e das pessoas. Aparece também a urgência da necessidade de promover o diálogo com as realidades contemporâneas”, disse

Um convite para abrir-se, colocar-se em movimento e à caminho. Uma Igreja em processo sinodal: escutar, refletir e dialogar”, disse.  A promoção da ecologia integral, a preocupação com a dimensão social e também com o meio ambiente, como pede o Papa Francisco, são outras questões apontadas pelos relatos das Igrejas Particulares.

Entrevistas sobre o processo de escuta

A Assessoria de Comunicação da CNBB produziu uma série de entrevistas com os membros da Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil que estão sendo publicadas no portal e no canal do yotube da entidade. O documento com a síntese final, de 10 páginas, será apresentado ao episcopado brasileiro na 59ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, como parte do processo indicado pela Secretaria Geral do Sínodo 2023, antes de ser enviado à etapa continental.

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